Enquanto o almoço não fica pronto, vou buscar certo distanciamento da minha tese e me aproximo mais dela, já que discuto a autonomia da estética na pós-modernidade via romance policial: http://juliapetit.com.br/moda/e-fogo/
Quando o fotógrafo Tyler Shields e sua namorada- herdeira de Clint Eartwood destróem uma bolsa Birkin no valor de 100.000 dólares (http://www.tylershields.com/2012/05/26/birkin/)
e conceituam as fotos defendendo que "Desctruction is a beautiful version of freedom..." estamos diante de muuuuitos pressupostos. É bem interessante ler os cometários que essas imagens geram! Renderam mais um parágrafo...
Como fazer poesia depois de Auschwitz? Saberes são usados por indivíduos
para controlarem os meios de poder e isso não é uma novidade burguesa. Neste
contexto, a arte só pode ser materializada se for pensada para além dele. Alterando a visão adorniana sobre
indústria cultural, para a realização da autonomia do estético, o produto
artístico contemporâneo dialoga com o mercado instaurando as suas contradições na
própria obra. Por exemplo, no caso das fotos de Tyler Shields, em que a destruição
de uma bolsa Birkin (feita de couro de crocodilo, cujo preço é 100.000 dólares)
serve de matéria para a defesa da tese “a destruição é uma bonita versão de
liberdade...”[1]. (http://www.tylershields.com/2012/05/26/birkin/, capturado em 29/05/2012).






